ultimos cantos.
22
Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros, não córo
Do pranto que choro;
Se a vida deploro,
Tambem sei morrer.
V.
Soltai-o! — diz o chefe. — Pasma a turba;
Os guerreiros murmurão: mal ouvirão,
Nem poude nunca um chefe dar tal ordem!
Brada segunda vez com voz mais alta,
Afrouxão-se as prisões, a embira cede,
A custo, sim; mas cede: o estranho é salvo.
— Tymbira, diz o indio enternecido,
Solto apenas dos nós que o seguravão:
És um guerreiro illustre, um grande chefe,
Tu que assim do meu mal te commoveste,
Nem soffres que, transposta a natureza,
Com olhos onde a luz já não scintilla,
Chore a morte do filho o pai cansado,