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ultimos cantos.
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldicto
De uma tribu de nobres guerreiros,
Implorando crueis forasteiros,
Ser a presa de vis Aymorés.
«Possas tu, isolado na terra,
Sem arrimo e sem patria vagando,
Regeitado da morte na guerra,
Regeitado dos homens na paz,
Ser das gentes o espectro execrado;
Não encontres amor nas mulheres,
Teus amigos, se amigos tiveres,
Tenhão alma inconstante e falaz!
«Não encontres doçura no dia,
Nem as cores da aurora te ameiguem,
E entre as larvas da noite sombria
Nunca possas descanço gosar:
Não encontres um tronco, uma pedra,
Posta ao sol, posta ás chuvas e aos ventos,
Padecendo os maiores tormentos,
Onde possas a fronte pousar.