ultimos cantos.
37
«Responde anojado; mas és Marabá:
«Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes,
«Uns olhos fulgentes
«Bem pretos, retinctos, não côr de anajá!»
— E’ alvo meu rosto da alvura dos lyrios,
— Da côr das areias batidas do mar;
— As aves mais brancas, as conchas mais puras
— Não tem mais alvura, não tem mais brilhar. —
Se ainda me escuta meus agros delirios:
«E’s alva de lyrios
«Sorrindo responde; mas és marabá:
«Quero antes um rosto de jambo corado,
«Um rosto crestado
«Do sol do deserto, não flor de cajá.»
— Meu collo de leve se encurva engraçado,
— Como hastea pendente de cactos em flor;
— Mimosa, indolente, resvalo no prado,
— Como um soluçado suspiro de amor! —
«Eu amo a estatura flexivel, ligeira,
«Como uma palmeira