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Página:Ultimos cantos- poesias.pdf/66

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ultimos cantos.

Junto ao rio cristalino
Brincava o ledo menino,
Molhando o pé;
O fresco humor o convida,
Menos que a imagem querida,
Que n’agua vê.

Cauteloso de repente,
Ouve o concelho prudente,
Que a mãe lhe dá;
Não é anjo, não é fada,
Bas uma bruxa malvada,
E cousa má.

Ella é quem rouba os meninos
Para os tragar pequeninos,
Ou mais talvez!
E para vingar-se n’agua
Da causa tanta magoa,
Remeche os pés.

Turba a fonte n’um instante,
Já não vê o bello infante
A sombra vã,
E as brancas mãos delicadas
E as longas tranças douradas.
Da sua irmã.