sua dignidade de corporação. Escutando estas admoestações o vice-presidente do Centro tremia de jubilo. Alli o tinha inteiro, real, presente, completo-o estremecido, o appetecido golpe d’estado! E apenas o sr. ministro termina, eis o sr. vice-presidente que corre a sala do Centro, e brada, como se se tratasse de um codilho:
— Meus senhores! levamol-o!
— O golpe de estado? interroga o Centro ávido, esgaseando os olhos.
— O golpe de estado!
Então, tomando subitamente a sua carranca de
solemnidade, o Centro deliberou. E, para fazer alguma cousa como a destruição da Bastilha, (porque
é necessario conservar a tradição jacobina) o Centro subiu a um banco com um martello, despregou
um retrato da parede da sala, espanejou-lhe o pó,
pôl-o ao canto de um armario, e, serenado por esta
decapitação moral, sacudiu as mãos, limpou os beiços,
e de pé – jurou qualquer cousa!
Nós não sabemos, e ainda não se averiguou nitidamente que discussões agitavam o ar abafado da
sala do Centro. Uns dizem que alli, a horas lobregas, se falava da internacional e das suas pompas,
e se discutia a sanguinolenta questão do salario!
Querem outros porém affirmar, com mais seguro