Uma historia de caçadas
— Conte-me uma historia de caça, sr. Prospero.
Ultimado o concerto das redes, viera o velho sentar-se ao pé de mim. Sentei-me tambem; e, ainda estrouvinhado do longo cochilo, observava, um tanto abstrahido do logar e da hora, no alto de um portal negro, pequeninos tunneis de barro estendidos lado a lado, povoado rustico accrescentado cada dia pela faina constructora dos maribondos. Sahindo de seu profundo torpor, o velho papagaio dignou-se abrir um olho vidrento, com que nos inspeccionou um instante; em seguida remergulhou na sua immobilidade de ave empalhada.
O sr. Prospero pigarreou, sorriu, ageitou-se e começou a historia reclamada. Era um velho episodio, num tanto desairoso para seus fóros de caçador feliz. Combinaram uma vez, elle e o capitão Domiciano, passar a noite