Antes de bater olha o céo e o arredor. Não tem pressa. Fere fogo, remexe a cinza do cachimbo e chega a isca. Devassa outra vez o arredor e o céo, puxando a primeira fumaça. Ainda arqueja. Que estradas sem fim! Que mundo immenso! 0 pensamento lerdeia-lhe com as baforadas indolentes. Bambo, acocora-se, cravando os olhos hypnotizados numa volta da estrada coruscante de luz. Revê a prisão, o carcereiro de sorriso amavel, os outros sentenciados. Boa gente! Sentira deixal-os. O coração ainda apertava-lhe a essa nova ruptura do encadeamento de seus dias. Ia encetar uma terceira existencia, elle que se contentaria com a embriaguez da primeira ou com o tedio somnolento da segunda. Má cousa, o recomeçar!
Emfim, repousa na derradeira etápa; e, daquella soleira terminal, como dum pincaro sobranceiro, aprazia-lhe olhar ao longe o caminho andado e balancear as fadigas retrospectivas. E, assim, quêda largo tempo. E՚ com esforço que resolve reentrar no presente. Ergue-se a custo e dá "ô de casa".