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Página:Vida Ociosa (2ª edição).pdf/250

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GODOFREDO RANGEL

ria. Achei melhor deitar fatalismo. A viagem, com aquelles saccos, já estava, por sem duvida, prevista na minha pagina do Livro do Destino. Todavia, se assim me vissem a recovar fubá, eu, o juiz municipal do termo! — receei.

Se viram! Comecei a cruzar gente da cidade. O medico, acudindo a um chamado. Os irmãos Faria. A familia Gonçalves. A familia Guimarães. Diabo! Todo o povoado se baldeava nesse dia para outra parte. Cruzou-me o meirinho, um advogado. Santo Deus! Mais duas familias... Agora o interminavel cortejo de um casamento: um cavalleiro, dois, tres, vinte, trinta... Santa Barbara!

Uns cumprimentavam-me, todos observavam-me obliquamente, a maior parte ria-se sob capa, cochichando entre si o que quer que fosse. A face, esbraseando, ardia-me. Suava. E com o suôr o corpo penicava-me, dando-me uma coceira infernal, principalmente no fio da espinha, no ponto exacto onde as mãos não alcançam.

Um estirão deserto — graças a Deus! — e a fazenda do Corrego Fundo.