Página:Yayá Garcia.djvu/137

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— Espere um pouco, disse o convalescente. Iaiá, vai chamar tua madrasta.

Iaiá levantou-se para obedecer à ordem do pai; mas no momento em que ia pousar nos joelhos deste o livro que tinha no regaço, ouviu-se um passo na areia e logo depois esta súbita palavra:

— Pronto!

Era Estela. O sobressalto de Jorge, por mais imperceptível que fosse, não escapou a Iaiá, e fê-la sorrir à socapa; atribuiu-o ao susto. Estela apareceu; mas, porque já sabia da presença de Jorge, pôde encará-lo sem nenhuma aparente comoção. Houve certa hesitação entre um e outro, mas foi curta. A moça, inclinou-se levemente e estendeu-lhe a mão. Jorge apertou-lha.

— Ainda não tinha tido a satisfação de a ver depois de minha volta do Paraguai, disse ele.

— É verdade, respondeu a moça; vivemos muito retirados.

Estela chegou-se ao marido, afastando-se Jorge para deixá-la passar. — Pronto, repetia ela. Trazia-lhe um copo de geléia. Enquanto Luís Garcia tomava a refeição de convalescente, Estela ficou de pé, ao lado dele; depois sentou-se e dirigiu a palavra ao filho de Valéria. Naturalmente