Página:Yayá Garcia.djvu/138

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falou-lhe da campanha Ele respondeu sem afetação, e com tranqüilidade.

— Já tive ocasião de lhe dizer que foi um dos heróis, interveio Luís Garcia, olhando para a mulher; mas o Dr. Jorge teima em escurecer os seus próprios serviços. Iaiá não é a mesma coisa.

— Sim? perguntou Jorge.

— É verdade; durante toda a campanha matou pelo menos metade do exército paraguaio.

Iaiá lançou ao pai um olhar de graciosa censura.

— Não precisa corar, disse Jorge; era uma maneira de ser patriota; mas creia que havia menos perigo em matar o inimigo cá de longe.

— O senhor matou algum? perguntou Iaiá no fim de um instante.

— Provavelmente. Na guerra é preciso matar ou morrer. Não me importava morrer; mas há ocasiões em que o mais indiferente é um herói. Eu fiz o que pude.

Como a tarde começasse a escurecer, Estela disse ao marido que era tempo de recolher-se a casa. Ergueu-se para lhe dar o braço; Jorge porém apressou-se a substituí-la. Estela foi adiante, e quando Jorge entrou na sala com o convalescente, ela preparava a cadeira em que este devia sentar-se, uma larga e extensa cadeira