Página:Yayá Garcia.djvu/232

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casar com Procópio Dias? Receio muito que assim aconteça.

— Não, disse Estela vivamente; não há de acontecer assim, primeiramente porque eu não o consentirei nunca; depois, porque tu amas o outro...

— Eu?

— O teu amor de colégio, aos doze anos e meio...

— Ah! disse Iaiá. E depois de alguns instantes continuou, com um gesto de grande vergonha: — Fiz mal em lhe dizer aquilo; peço-lhe que não repita a ninguém.

Estela não ouviu as últimas palavras. Erguera-se outra vez para dissimular a comoção, que parecia crescer. Entretanto, Iaiá enfiou um roupão e enterrou o pé na chinelinha matinal. Quando, cinco minutos depois, encontrou os olhos de Estela, achou-os sombrios, como os da figura do pesadelo, e insensivelmente buscou ver se teria um abismo ao pé de si.

— Iaiá, disse Estela em tom seco, tu amas, tu confessas que amas a alguém; quero que me digas o nome desse homem, ouves? Exijo sabê-lo para avaliar o que te convém. Sabes que tenho autoridade de mãe.