Página:Yayá Garcia.djvu/274

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que lhe tem seu pai; seria para ele uma fortuna poder abençoá-la. Vamos lá, continuou ela, pegando nas mãos de um e de outro, por que é que se não casam?

Momentaneamente acanhados, nenhum deles assentiu nem recusou. Iaiá olhava espantada para a madrasta.

— O silêncio é uma maneira de responder, continuou esta; querem dizer que concordam comigo, não é? Nesse caso, seremos três para fazer a coisa mais simples do mundo, que é casar duas criaturas que se amam... Por que não a pede o senhor amanhã? O casamento pode ser feito dentro de poucos dias, à capucha, coisa simples...

Iaiá tinha enfim saído do primeiro instante de estupefação. — Mas papai está mal? disse ela.

— Todos nós estamos mal, apesar de termos saúde, respondeu Estela; num dia cai a casa. A doença dele é grave, é coração...

— Tem razão, interveio Jorge; podemos concluir tudo em poucos dias, duas semanas, quando muito, ou três.

Jorge não ficou impressionado da intervenção de Estela. Conhecendo os sentimentos que a distinguiam, admirava essa impassibilidade