Amores

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Amores
por Francisco Leite de Bittencourt Sampaio
Poema agrupado posteriormente e publicado em Parnaso Sergipano


Espera, meu anjo, não fujas tão cedo !
Acaso tens medo
Que o mundo maldiga de ti e de mim ?
Aqui neste bosque ninguem nos espreita :

E’s tão innocente !
Um beijo somente
Aceita…
Assim !

Oh ! deixa abraçar-te, morena mimosa !
Inveja-te a rosa
A cor d’essas faces de rubro setim !
Um beijo innocente…—Que goso, donzella !
Eu morro de amores
Sentindo os odores
Da bella.
Assim !

Escuta, não ouves ? ! São cantos sentidos,
São meigos gemidos
Que as rôlas amantes soltaram por fim !
Imita, se amas, a rôla amorosa ;
Comigo abraçada
Seràs minha amada,
Ditosa…
Assim !

Desmaias ? ! Suspiras ? !—Que linda figura !
Não mata a ventura,
Que então eu morrera de goso sem fim :
Desperta, innocente, que amores dão vida.
As rolas amaram,
Tambem se beijaram,
Querida…
Assim !