Canção do Exílio (Gonçalves Dias)
Aparência
CANÇÃO DO EXILIO[1]
Kennst du das Land, wo die Citronen blühen,
Im dunkeln Laub die Gold⸗Orangen glühen,
Kennst du es wohl? — Dahin, dahin!
Möcht’ich — ziehn.
Im dunkeln Laub die Gold⸗Orangen glühen,
Kennst du es wohl? — Dahin, dahin!
Möcht’ich — ziehn.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorgeião,
Não gorgeião como lá.
Nosso céo tem mais estrellas,
Nossas varzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em scismar — sósinho — á noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que taes não encontro eu cá;
Em scismar — sósinho — á noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permitta Deos que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfructe os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Coimbra — Julho 1843.
Notas
- ↑ Quando eu compuz esta canção, ou como melhor se chame, tinha apenas visto algumas das Provincias do Norte do Brazil.