Chegando à Cajáíba, vi Antonica

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Chegando ali o poeta com Thomaz Pinto Brandão conta, o que passou com Antonica huma deshonesta meretriz.
por Gregório de Matos
Poema agrupado posteriormente e publicado em Crônica do Viver Baiano SeiscentistaA Cidade e seus PícarosAntônia

Chegando à Cajáíba, vi Antonica,
e indo-lhe apolegar, disse-me caca,
gritou Tomás em tono de matraca
Bu bu pela mulher, que foge à pica.

Eu, disse ela, não sou mulher de crica,
que assomo como rato na buraca,
quem me lograr há de ter boa ataca,
que corresponda ao vaso, que fornica.

Nunca me fez mister dizer,quem merca,
porque a minha beleza é mar que surca
alto baixel, que traz cutelo, e forca.

E pois você tem feito, com que perca,
diga essas confianças à sua urca,
que eu sei, que em cima de urca é puta porca.