Christo no Golgotha

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Christo no Golgotha
por Francisco Muniz Barreto
Poema encontrado em cartão postal de c. 1904, junto a retrato do autor, editado pela Officina Polytechnegraphica de M. OROZCO & C. [1]


Ao martyrio da Cruz, de bens fecundo,
De Deus caminha o placido Cordeiro!
Em denso véu de trevas o luzeiro
Do dia se retrae com dó profundo.

Ao vozear do bando furibundo,
Treme do Golgotha o sagrado outeiro;
Dos rebatidos cravos do madeiro
Brotam faiscas, que dão luz ao mundo.

Alli, de sangue lagrimas vertendo,
Da Virgens a superna Magestade
Ao supplicio do Filho assiste horrendo!...

Cumprfe-se a pharisaica atrocidade:
Aos seus algozes o perdão dizendo,
Morre o Christo... e renasce a humanidade.

Notas[editar]

  1. MIRANDA, Antonio. Poesia em cartão postal antigo. [S. l.]: [s. n.], 2004. Disponível em: http://www.antoniomiranda.com.br/ensaios/poesia_cartao_postal/poesia_cartao_postal_index.html>. Acesso em: 21 abr. 2015.