Conto Alexandrino

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Conto Alexandrino
por Machado de Assis
Originalmente publicado em Gazeta de Notícias, em 1883 e posteriormente compilado em ''Histórias sem data.

CAPITULO I

NO MAR

— O que, meu caro Stroibus? Não, impossivel. Nunca jámais ninguem acreditará que o sangue de rato, dado a beber a um homem, possa fazer do homem um ratoneiro.

— Em primeiro logar, Pythias, tu omittes uma condição:— é que o rato deve expirar debaixo do escalpello, para que o sangue traga o seu principio. Essa condição é essencial. Em segundo logar, uma vez que me apontas o exemplo do rato, fica sabendo que já fiz com elle uma experiencia, e cheguei a produzir um ladrão...

— Ladrão authentico?

— Levou-me o manto, ao cabo de trinta dias, mas deixou-me a maior alegria do mundo:— a realidade da minha doutrina. Que perdi eu? um pouco de tecido grosso; e que lucrou o universo? a verdade immortal. Sim, meu caro Pythias; esta é a eterna verdade. Os elementos constitutivos do ratoneiro estão no sangue do rato, os do paciente no boi, os do arrojado na aguia...

— Os do sabio na coruja, interrompeu Pythias sorrindo.

— Não; a coruja é apenas um emblema; mas a aranha, se pudessemos transferi-la a um homem, daria a esse homem os rudimentos da geometria e o sentimento musical. Com um bando de cegonhas, andorinhas ou grous, faço-te de um caseiro um viageiro. O principio da fidelidade conjugal está no sangue da rola, o da enfatuação no dos pavões... Em summa, os deuses puzeram nos bichos da terra, da agua e do ar a essencia de todos os sentimentos e capacidades humanas. Os animaes são as letras soltas do alphabeto: o homem é a syntaxe. Esta é a minha philosophia recente; esta é a que vou divulgar na côrte do grande Ptolomeu.

Pythias sacudiu a cabeça, e fixou os olhos no mar. O navio singrava, em direitura a Alexandria, com essa carga preciosa de dous philosophos, que iam levar áquelle regaço do saber os fructos da razão esclarecida. Eram amigos, viuvos e quinquagenarios. Cultivavam especialmente a methaphysica, mas conheciam a physica, a chimica, a medicina e a musica; um d'elles, Stroibus, chegára a ser excellente anatomista, tendo lido muitas vezes os tratados do mestre Herophilo. Chypre era a patria de ambos; mas, tão certo é que ninguem é propheta em sua terra, Chypre não dava o merecido respeito aos dous philosophos. Ao contrario, desdenhava-os; os garotos tocavam ao extremo de rir d'elles. Não foi esse, entretanto, o motivo que os levou a deixar a patria. Um dia, Pythias, voltando de uma viagem, propoz ao amigo irem para Alexandria, onde as artes e as sciencias eram grandemente honradas. Stroibus adheriu, e embarcaram. Só agora, depois de embarcados, é que o inventor da nova doutrina expol-a ao amigo, com todas as suas recentes cogitações e experiencias.

— Está feito, disse Pythias, levantando a cabeça, não affirmo nem nego nada. Vou estudar a doutrina, e se a achar verdadeira, proponho-me a desenvolvel-a e divulgal-a.

— Vive Helios! exclamou Stroibus. Posso contar que és meu discipulo.


CAPITULO II

EXPERIENCIA

Os garotos alexandrinos não trataram os dous sabios com o escarneo dos garotos cypriotas. A terra era grave como a ibis pousada n'uma só pata, pensativa como a sphynge, circumspecta como as mumias, dura como as pyramides; não tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e côrte, que desde muito tinham noticia dos nossos dous amigos, fizeram-lhes um recebimento regio, mostraram conhecer seus escriptos, discutiram as suas idéas, mandaram-lhes muitos presentes, papyros, crocodilos, zebras, purpuras. Elles porém, recusaram tudo, com simplicidade, dizendo que a philosophia bastava ao philosopho, e que o superfluo era um dissolvente. Tão nobre resposta encheu de admiração tanto aos sabios como aos principaes e á mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes, que outra cousa se podia esperar de dous homens tão sublimes, que em seus magnificos tratados...

— Temos cousa melhor do que ess es tratados, interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco, vai dominar o universo; cuido nada menos que em reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos e as virtudes.

— Não é esse o officio dos deuses? objectava um.

— Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus. O homem é a syntaxe da natureza, eu descobri as leis da grammatica divina...

— Explica-te.

— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro. Quando a minha doutrina estiver completa, divulgal-a-hei como a maior riqueza que os homens jámais poderão receber de um homem.

Imaginem a expectação publica e a curiosidade dos outros philosophos, embora incredulos de que a verdade recente viesse aposentar as que elles mesmos possuiam. Entretanto, esperavam todos. Os dous hospedes eram apontados na rua até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai, um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egypto, desde os Pharaós até aos Lagides, era a terra de Putiphar, da mulher de Putiphar, da capa de José, e do resto. Stroibus tornou-se a esperança da cidade e do mundo.

Pythias, tendo estudado a doutrina, foi ter com Stroibus, e disse-lhe:

— Methaphysicamente, a tua doutrina é um desproposito; mas estou prompto a admittir uma experiencia, comtanto que seja decisiva. Para isto, meu caro Stroibus, ha só um meio. Tu e eu, tanto pelo cultivo da razão como pela rigidez do caracter, somos o que ha mais opposto ao vicio do furto. Pois bem, se conseguires incutir-nos esse vicio, não será preciso mais; se não conseguires nada, (e pódes crel-o, porque é um absurdo) recuarás de semelhante doutrina, e tornarás ás nossas velhas meditações.

Stroibus acceitou a proposta.

— O meu sacrifio é o mais penoso, disse elle, pois estou certo do resultado; mas que não merece a verdade? A verdade é immortal; o homem é um breve momento...

Os ratos egypcios, se pudessem saber de um tal accordo, teriam imitado os primitivos hebreus, acceitando a fuga para o deserto, antes do que a nova philosophia. E podemos crer que seria um desastre. A sciencia, como a guerra, tem necessidades imperiosas; e desde que a ignorancia dos ratos, a sua fraqueza, a superioridade mental e physica dos dois philosophos eram outras tantas vantagens na experiencia que ia começar, cumpria não perder tão boa occasião de saber se efectivamente o principio das paixões e das virtudes humanas estavam distribuidos pelas varias especies de animaes, e se era possivel transmittil-o.

Stroibus engaiolava os ratos; depois, um a um, ia-os sujeitando ao ferro. Primeiro, atava uma tira de panno no focinho do paciente; em seguida, os pés, finalmente, cingia com um cordel as pernas e o pescoço do animal á taboa da operação. Isto feito, dava o primeiro talho no peito, com vagar, e com vagar ia enterrando o ferro até tocar o coração, porque era opinião d'elle que a morte instantanea corrompia o sangue e retirava-lhe o principio. Habil anatomista, operava com uma firmeza digna do proposito scientifico. Outro, menos destro, interromperia muita vez a tarefa, porque as contorsões de dôr e de agonia tornavam difficil o meneio do escalpello; mas essa era justamente a superioridade de Stroibus: tinha o pulso magistral e pratico.

Ao lado d'elle, Pythias aparava o sangue e ajudava a obra, já contendo os movimentos convulsivos do paciente, já espiando-lhe nos olhos o progresso da agonia. As observações que ambos faziam eram notadas em folhas de papyro; e assim ganhava a sciencia de duas maneiras. Ás vezes, por divergencia de apreciação, eram obrigados a escalpellar maior numero de ratos do que o necessario; mas não perdiam com isso, porque o sangue dos excedentes era conservado e ingerido depois. Um só d'esses casos mostrará a consciencia com que elles procediam. Pythias observára que a retina do rato agonisante mudava de côr até chegar ao azul claro, ao passo que a observação de Stroibus dava a côr de canella como o tom final da morte. Estavam na ultima operação do dia; mas o ponto valia a pena, e, não obstante o cansaço, fizeram successivamente desenove experiencias sem resultado definitivo; Pythias insistia pela côr azul, e Stroibus pela côr de canella. O vigesimo rato esteve prestes a pôl-os de accordo, mas Stroibus advertiu, com muita sagacidade, que a sua posição era agora differente, rectificou-a e escalpellaram mais vinte e cinco. D'estes, o primeiro ainda os deixou em duvida; mas os outros vinte e quatro provaram-lhes que a côr final não era canella nem azul, mas um lyrio roxo, tirando a claro.

A descripção exagerada das experimentações deu rebate á porção sentimental da cidade, e excitou a loquella de alguns sophistas; mas o grave Stroibus ( com brandura, para não aggravar uma disposição propria da alma humana) respondeu que a verdade valia todos os ratos do universo, e não só os ratos, como os pavões, as cabras, os cães, os rouxinoes, etc.; que, em relação aos ratos, além de ganhar a sciencia, ganhava a cidade, vendo diminuida a praga de um animal tão damninho; e, se a mesma consideração não se dava com outros animaes, como, por exemplo, as rolas e os cães, que elles iam escalpellar d'ahi a tempos, nem por isso os direitos da verdade eram menos imprescriptiveis. A natureza não ha de ser só a mesa de jantar, concluia em fórma de aphorismo, mas tambem a mesa de sciencia.

E continuavam a extrahir o sangue e a bebel-o. Não o bebiam puro, mas diluido em um cosimento de cinamomo, succo de acacia e balsamo, que lhe tirava todo o sabor primitivo. As doses eram diarias e diminutas; tinham, portanto, de aguardar um longo praso antes de produzido o effeito. Pythias, impaciente e incredulo, mofava do amigo.

— Então? nada?

— Espera, dizia o outro, espera. Não se incute um vicio como se cose um par de sandalias.


CAPITULO III

VICTORIA

Emfim, venceu Stroibus! A experiencia provou a doutrina. A Pythias foi o primeiro que deu mostras da realidade do effeito, attribuindo-se umas tres idéas ouvidas ao proprio Stroibus; este, em compensação, furtou-lhe quatro comparações e uma theoria dos ventos. Nada mais scientifico do que essas estréas. As idéas alheias, por isso mesmo que não foram compradas na esquina, trazem um certo ar commum; e é muito natural começar por ellas antes de passar aos livros emprestados, ás gallinhas, aos papeis falsos, ás provincias, etc. A propria denominação de plagio é um indicio de que os homens comprehendem a difficuldade de confundir esse embryão da ladroeira com a ladroeira formal.

Duro é dizel-o; mas a verdade é que elles deitaram ao Nilo a bagagem metaphysica, e dentro de pouco estavam larapios acabados. Concertavam-se de vespera, e iam aos mantos, aos bronzes, ás amphoras de vinho, ás mercadorias do porto , ás boas drachmas. Como furtassem sem estrepito, ninguem dava por elles; mas, ainda mesmo que os suspeitassem, como fazel-o crêr aos outros? Já então Ptolomeu colligira na bibliotheca muitas riquezas e raridades; e, porque conviesse ordenal-as, designou para isso cinco grammaticos e cinco philosophos, entre estes os nossos dous amigos. Estes ultimos trabalharam com singular ardor, sendo os primeiros que entravam e os ultimos que sahiam, e ficando alli muitas noites, ao clarão da lampada, decifrando, colligindo, classificando. Ptolomeu, enthusiasmado, meditava para elles os mais altos destinos.

Ao cabo de algum tempo, começaram a notar-se faltas graves:— um exemplar de Homero, tres rolos de manuscriptos persas, dois de samaritanos, uma soberba collecção de cartas originaes de Alexandre, copias de leis athenienses, o 2º e o 3º livro da _Republica_ de Platão, etc., etc. A auctoridade poz-se á espreita; mas a esperteza do rato, transferida a um organismo superior, era naturalmente maior, e os dois illustres gatunos zombavam de espias e guardas. Chegaram ao ponto de estabelecer este preceito philosophico de não sahir d'alli com as mãos vasias; traziam sempre alguma cousa, uma fabula, quando menos. Emfim, estando a sahir um navio para Chypre, pediram licença a Ptolomeu, com promessa de voltar, cozeram os livros dentro de couros de hippopotamo, puzeram-lhe rotulos falsos, e trataram de fugir. Mas a inveja de outros philosophos não dormia; deu rebate ás suspeitas dos magistrados, e descobriu-se o roubo. Stroibus e Pythias foram tidos por aventureiros, mascarados com os nomes d'aquelles dous varões illustres; Ptolomeu entregou-os á justiça com ordem de os passar logo ao carrasco. Foi então que interveiu Herophilo, inventor da anatomia.


CAPITULO IV

PLUS ULTRA!

— Senhor, disse elle a Ptolomeu, tenho-me limitado até agora a escalpellar cadaveres. Mas o cadaver dá-me a estructura, não me dá a vida; dá-me os orgãos, não me dá as funcções. Eu preciso das funcções e da vida.

— Que me dizes? redarguiu Ptolomeu. Queres estripar os ratos de Stroibus?

— Não, senhor; não quero estripar os ratos.

— Os cães? os gansos? as lebres?...

— Nada; peço alguns homens vivos.

— Vivos? não é possivel...

— Vou demonstrar que não só é possivel, mas até legitimo e necessario. As prisões egypicias estão cheias de criminosos, e os criminosos occupam, na escala humana, um grau muito inferior. Já não são cidadãos, nem mesmo se podem dizer homens, porque a razão e a virtude, que são os dois principaes caracteristicos humanos, elles os perderam, infringindo a lei e a moral. Além d'isso, uma vez que têm de expiar com a morte os seus crimes, não é justo que prestem algum serviço á verdade e a sciencia? A verdade é immortal; ella vale não só todos os ratos, como todos os delinquentes do universo.

Ptolomeu achou o raciocinio exacto, e ordenou que os criminosos fossem entregues a Herophilo e seus discipulos. O grande anatomista agradeceu tão insigne obsequio, e começou a escalpellar os réus. Grande foi o assombro do povo; mas, salvo alguns pedidos verbaes, não houve nenhuma manifestação contra a medida. Herophilo repetia o que dissera a Ptolomeu, acrescentando que a sujeição dos réus á experiencia anatomica era até um modo indirecto de servir á moral, visto que o terror de escalpello impediria a pratica de muitos crimes.

Nenhum dos criminosos, ao deixar a prisão, suspeitava o destino scientifico que o esperava. Sahiam um por um; ás vezes dous a dous, ou tres a tres. Muitos d'elles, estendidos e atados á mesa da operação, não chegavam a desconfiar nada; imaginavam que era um novo genero de execução summaria. Só quando os anatomistas definiam o objecto do estudo do dia, alçavam os ferros e davam os primeiros talhos, é que os desgraçados adquiriam a consciencia da situação. Os que se lembravam de ter visto as experiencias dos ratos, padeciam em dobro, porque a imaginação juntava á dôr presente o expectaculo passado.

Para conciliar os interesses da sciencia com os impulsos da piedade, os réos não eram escalpellados á vista uns dos outros, mas successivamente. Quando vinham aos dois ou aos tres, não ficavam em logar d'onde os que esperavam pudessem ouvir os gritos do paciente, embora os gritos fossem muitas vezes abafados por meio de apparelhos; mas se eram abafados, não eram supprimidos, e em certos casos, o proprio objecto da experiencia exigia que a emissão da voz fosse franca. Ás vezes as operações eram simultaneas; mas então faziam-se em logares distanciados.

Tinham sido escalpellados cerca de cincoenta réus, quando chegou a vez de Stroibus e Pythias. Vieram buscal-os; elles suppuzeram que era para a morte judiciaria, e encommendaram-se aos deuses. De caminho, furtaram uns figos, e explicaram o caso allegando que era um impulso da fome, adiante, porém, subtrahiram uma flauta, e essa outra acção não a puderam explicar satisfactoriamente. Todavia, a astucia do larapio é infinita, e Stroibus, para justificar a acção, tentou extrahir algumas notas do instrumento, enchendo de compaixão as pessoas que os viam passar, e não ignoravam a sorte que iam ter. A noticia d'esses dous novos delictos foi narrada por Herophilo, e abalou a todos os seus discipulos.

Realmente, disse o mestre, é um caso extraordinario, um caso lindissimo. Antes do principal, examinemos aqui o outro ponto...

O ponto era saber se o nervo do latrocionio residia na palma da mão ou na extremidade dos dedos; problema esse suggerido por um dos discipulos. Stroibus foi o primeiro sujeito á operação. Comprehendeu tudo, desde que entrou na sala; e, como a natureza humana tem uma parte infima, pediu-lhes humildemente que poupassem a vida a um philosopho. Mas Herophilo, com um grande poder de dialectica, disse-lhe mais ou menos isto:— Ou és um aventureiro ou o verdadeiro Stroibus; no primeiro caso, tens aqui o unico meio para resgatar o crime de illudir a um principe esclarecido, presta-te ao escalpello; no segundo caso, não deves ignorar que a obrigação do philosopho é servir á philosophia, e que o corpo é nada em comparação com o entendimento.

Dito isto, começaram pela experiencia das mãos, que produziu optimos resultados, colligidos em livros, que se perderam com a queda dos Ptolomeus. Tambem as mãos de Pythias foram rasgadas e minuciosamente examinadas. Os infelizes berravam, choravam, supplicavam; mas Herophilo dizia-lhes pacificamente que a obrigação do philosopho era servir á philosophia, e que para os fins da sciencia, elles valiam ainda mais que os ratos, pois era melhor concluir do homem para o homem, e não do rato para o homem. E continuou a rasgal-os fibra por fibra, durante oito dias. No terceiro dia arrancaram-lhes os olhos, para desmentir praticamente uma theoria sobre a conformação interior do orgão. Não fallo da extracção do estomago de ambos, por se tratar de problemas relativamente secundarios, e em todo caso estudados e resolvidos em cinco ou seis individuos escalpellados antes d'elles.

Diziam os alexandrinos que os ratos celebraram esse caso afflictivo e doloroso com dansas e festas, a que convidaram alguns cães, rolas, pavões e outros animaes ameaçados de egual destino, e outrosim, que nenhum dos convidados acceitou o convite, por suggestão de um cachorro, que lhes disse melancolicamente:— «Seculo virá em que a mesma cousa nos aconteça.» Ao que retorquiu um rato: «Mas até lá, riamos!»


FIM DO CONTO ALEXANDRINO.