Cruzada nova (grafia original)

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Cruzada nova
por Cruz e Sousa
Poema agrupado posteriormente e publicado em Ultimos Sonetos (1905).
Texto com ortografia atualizada disponível em Cruzada nova.



Vamos saber das almas os segrêdos,
Os circulos pathéticos da Vida,
Dar-lhes a luz do Amor compadecida
E defendêl-as dos secrétos medos.

       5Vamos fazer dos áridos rochedos
Manar a agua lustral e appetecida,
Pelo ancioso coração bebida
No silencio e na sombra d'arvoredos.


Essas irmãs furtivas das estrellas,
       10Se não formos depressa defendel-as,
Morrerão sem encanto e sem carinho.

Paladinos da limpida Cruzada!
Conquistemos, sem lança e sem espada,
As almas que encontrármos no Caminho.