Diccionario Bibliographico Brazileiro/Antonio Achilles de Miranda Varejão

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Diccionario Bibliographico Brazileiro por Sacramento Blake
Antonio Achilles de Miranda Varejão


Antonio Achilles de Miranda Varejão - E' natural do Rio de Janeiro e nascido a 30 de janeiro de 1834, sendo seus paes o commendador Antonio Alvares de Miranda Varejão e dona Joaquina Ursula de Miranda Varejão.

Bacharel formado em sciencias sociaes e juridicas pela faculdade de S. Paulo em 1856, no anno seguinte entrou no exercicio do cargo de chefe da secção de estatistica na secretaria da policia da côrte, e d'ahi passou para a secretaria de estado dos negocios da justiça, como primeiro official, logar em que se aposentou em 1872. Exerce actualmente a profissão de advogado, lecciona varias linguas e sciencias; é membro effectivo do grande conselho do grau 33 do grande oriente unido do Brazil; cavalleiro da ordem da Roza, etc.

O doutor Varajão foi director e redactor chefe do Diario Official, collaborou para a Semana Illustrada, para a Revista de ensaio philosophico paulistano, e para o Diario do Rio de Janeiro, e fez parte da redacção do Jornal do Commercio. Escreveu:

- A época: comedia em cinco actos, representada em 1861 - Creio que foi impressa neste mesmo anno.

- A resignação: drama em tres actos, representada em 1862.

- O captiveiro moral: drama em cinco actos, representado em 1864.

- Trevas e luz: drama em quatro actos, representado em 1867.

- Os excentricos: comedia em quatro actos, representada por diversas vezes no Rio de Janeiro - Inedita.

- An'ath: drama em tres actos - Não sei si foi levado á scena. Idem.

- A vida intima: drama em tres actos - Idem.

- A louca: libreto em quatro actos e em verso portuguez, posto em musica pelo compositor paulista Elias Alvares Lobo - (Veja-se Elias Alvares Lobo.)

Consta que tem ainda outras comedias e dramas, originaes e traduzidos, sendo alguns já representados nesta côrte, e composições poeticas ineditas, além de algumas publicadas, como

- A guerra do Oriente: ao meu amigo o senhor José Diogo de Menezes Fróes, em resposta á sua poesia a Russia - Sahiu na Revista litteraria, S. Paulo, serie 5ª , pag.34.