Dilacerações (1893)

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Ó carnes que eu amei sangrentamente,
Ó volupias lethaes e dolorosas,
Essencias de heliotrópos e de rosas
De essencia mórna, tropical, dolente...

Carnes virgens e tépidas do Oriente
Do Sonho e das Estrellas fabulosas,
Carnes acérbas e maravilhosas,
Tentadôras do sol intensamente...


Passai, dilaceradas pelos zêlos,
Atravez dos profundos pezadellos
Que me apunhalam de mortaes horrôres...

Passai, passai, desfeitas em tormentos,
Em lagrimas, em prantos, em lamentos,
Em ais, em luto, em convulsões, em dôres...