Ex-Homem/VII

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Ex-Homem
por José de Alencar


O padre suspendeu a moça nos braços, como faria com uma criança; e levou-a para o terreiro. D. Margarida que apeava-se nesse instante correu para a filha na maior aflição.

À voz de sua mãe a moça abriu os olhos; e vendo perto dela o sacerdote, fez um gesto de horror, escondendo o rosto no seio de D. Margarida.

O padre curvou a cabeça com expressão evangélica, e afastou-se da cabana.

Pela madrugada partiu ele da Cachoeira a cavalo; ninguém soube então para onde fora; assim como ninguém soubera donde tinha vindo um mês antes, quando aparecera inesperadamente em casa do Bueno.

D. Margarida, como o Pe. Moura e as outras pessoas, atribuíram o desmaio de Gabriela ao abalo que sofrera encontrando já morta a Angélica, e assistindo àquela cena tão lúgubre.

Proibiu pois a fazendeira que se fizesse a menor alusão ao acontecimento.

(continua)*

FIM DO FRAGMENTO DE “EX-HOMEM”


  • Publicação interrompida.

Em 1877, de janeiro a março, José de Alencar deu à publicidade o panfleto O Protesto (Vol. 1, 2, 3, 4, 5). De suas páginas foi extraído o romance inacabado que aqui vai reproduzido.