Marmores (1895)/Ballada/No boudoir

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Ballada por Francisca Júlia
No boudoir
Poema publicado em Marmores (1895).

VI

No boudoir

Aguarda o jovem conde ha quasi uma hora,
Mudo, a agradavel occasião de vel-a.
A canto do boudoir, altiva e bella,
Está sentada a viscondessa Aurora.

Entre e murmura: „Que brilhante estrella!
Vou confessar-lhe o meu amor agora...“
Depois, approximando-se: „Senhora,
Tenho muito prazer em conhecel-a...“


E segreda baixinho: „Viscondessa,
E’ por Vossa Excellencia que deliro...“
E ella, soerguendo, timida, a cabeça,

Fita-o, sorrindo, nada lhe responde...
Solta apenas um tremulo suspiro
Ao ver os olhos do formoso conde.