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a carne

carradas de razão porque era mesmo uma batida de dinheiro, uma verdadeira pilhagem de cobres, que davam contas de venda ao fazendeiro como e quando muito bem lhes parecia, e que diabo havia de se ver grego para verificar a exatidão de tais contas; que à custa do fazendeiro comia o intermediário, comia a estrada de ferro com as suas tarifas de chegar, comia o governo com os velhos e novos impostos, comia a corporação dos carroceiros, comia a três carrilhos o comissário, comia o zangão ou o corretor, comia o exportador, comiam todos. Que afinal, para coroar a obra, para evaporar o restinho de cobre que ficava, lá vinha a santa da quebra, a bela da falência, casual, já se deixava ver, porque onde há guarda-livros peritos ninguém quebra fraudulentamente.

Ficou decidido que Barbosa partiria