Página:A Patria Brazileira.djvu/163

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
— 147


Sim, dorme, dorme em paz na nobre campa. Mais feliz do que Hyppolito, não foste Por selvagem inimigo trucidado No próprio campo onde arrojou-te o brio

E o heroismo extremo; Mais feliz do que Affonso — o pobre martyr, Que envolto no pendão sempre adorado. Os membros teve rotos á metralha, E por sepulchro — a valia, em chão ignoto. — Tu tens, Eduardo, tumba assignalada, Sabem os teus a campa ou de descançam E onde, um dia, buscarão rev′rentes,

Teus restos venerados. Dorme em paz á sombra do cruzeiro, Da dupla cruz que á cabeceira ergui-te. Si o céo propicio fòr á mão que os planta. Hão de brotar jasmins no teu sepulchro,

E rosas nos dos outros. Dorme, dorme em paz! A pouca terra Em que descanças — que te cobre o corpo, Compraste-a com teu sangue...

É tua, dorme.

Em Itororó foi também gravemente ferido o valente General Hilário Maximiniano Antunes Gurjào, que veiu a fallecer, e de quem a historia guaKla memoráveis palavras proferidas no momento decisivo da acção.

Conquistada a ponte em três refregas, que a deixaram alastrada de corpos hrazileiros, e por outras tantas retomada pelos paraguayos em posições superiores, havia empenho urgente em réconquistal-a definitivamente: as necessidades da guerra exigiam, e os brios do Exercito o reclamavam.

Emiliano da Fonseca.