Página:A ilha maldita (seguido de) O pão de ouro. (1879).djvu/299

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provavelmente velhos e crianças, que se conservaram ao pé delas. Quem tem observado, quando se revolve a terra de um formigueiro, aquela imensa quantidade de ovas brancas carregadas nas costas das formigas, que desaparecem debaixo delas, saindo das células correrem às tontas cruzando-se em todos os sentidos, redemoinharem e se espalharem aos poucos, terá uma justa imagem, se bem que em miniatura, do que eram os tatus brancos ao precipitarem-se de tropel fora das tocas e se derramaram pelas campinas.

Atônitos e transidos de pavor, os aventureiros paulistas, aos quais em tais conjunturas de nada podia valer toda a sua intrepidez e valentia, observavam aquele estranho espetáculo. Já alguns grupos vagueavam à mui pequena distância do lugar, em que se achavam nossos heróis.

Estes de medo de serem descobertos quase que nem respiravam, e murmuravam tremendo quantas orações e rezas tinham aprendido. Mas estavam bem escondidos, e restava-lhes ainda a esperança de que os tatus poderiam passar além sem deles darem fé.

Os malditos selvagens porém, além de terem melhor vista de noite do que os linces de dia,