ſei couſa alguma, e as mais linguas pouco melhor as entendo, por não mendigar notícias antigas, nem me arriſcar a mentir errando, me reſolvi a ſeguir o caminho deſta idéa, em que são os eventos, e objetos fantaſticos, mas não o eſſſencial, que conduz para o melhor fim; pelo que não me achaquem mais culpas, que o conſentir na tentação de huma demaziada curioſidade; porque ainda que a minha debilidade, engolfando-ſe em triſtezas, reſiſtia a applicações divertidas, deſprezei o deſcanço, que me affligia, lembrando-me de ſer incomparavelmente melhor ſoffrer o mal, que ter idéas para o fazer; e ainda que o juſto receio, e o proprio conhecimento me perſuadião a que eſtes productos do meu divertimento foſſem (como outros) reduzidos a cinzas, o ſentir os influxos de huma benigna Eſtrella, a quem ſempre ſeguirá a minha eſcravidão, e reverente affecto, me anima a dar ao prélo eſtas Aventuras de Diófanes. Não eſtranhes que em huma ſerrana coubeſſem ſob-
be-