Página:Carta de D. João VI a seu filho, D. Pedro I.pdf/2

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agora, mais bem infamado, sei que Vossa Magestade está positivamente preso, escrevo (esta ultima Carta sobre questões, já dicididas pelos Brasileiros) do mesmo modo, porque com perfeito conhecimento de causa estou capaz tudo, que o estado de coacção, a que Vossa Magestade se acha reduzido, he que o faz obrar bem contrariamente ao Seu liberal genio. Deos nos livrando de outra cousa pensassemos.

Embora se decrete a minha desherdação, embora se comettão todos os attentados, que em clubs carbonarios forem forjados; a cousa santa não retrogradará, e eu antes de morrer direi aos meus charos brasileiros – "Vede o fim, de guerra se expiar pela patria; imitai-me".

Vossa Magestade manda-me, que digo!!! mandão as Cortes por Vossa Magestade, que Eu faça executar, e execute seus Decretos: para eu fazer executar, e executar-los era necessario, que nós Brasileiros livres obedecessemos á facção: respondemos em duas palavras – não queremos.

Se o povo de Portugal teve o direito de se constituir revolucionariamente; está claro, que o povo do Brasil o tens dobrado, porque se vai constituindo respeitando- me a Mim, e ás Autoridades estabelecidas.

Teimo nestes inabalaveis principios digo (tornando a Deos por testemunha, e ao mundo inteiro) a essa ??? sanguinaria, que eu como Principe Regente do Reino do Brazil, e seu Defensor Perpetuo: Hei por bem declarar todos os Decretos preteridos dessas facciosas, horrorosas, machiavelicas, desorganisadoras, hediondas e pestilentas Cortes, que ainda não mandei executar, e todos os mais, que fizerem parar o Brazil nullos, irritos, e inexequiveis, e como taes com um Veto absoluto, que he sustentado pelos Brasileiros todos, que unidos a Mim me ajudão