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comarca de Ilhéos desde a marinha daquelle sitio, atravessando o rio Una, até a povoação da Lage Larga. Na administração da pasta dos estrangeiros sustentou com energia e habilidade uma questão com a côrte de Roma, mandou vir allemães para a colonia de Cantagallo e assignou os tratados de independencia do Brazil. Foi um dos collaboradares do

Projecto de Constituição para o imperio do Brazil, organisado no Conselho de estado sob as bases apresentadas por S. M. I. o Sr. D. Pedro I, Imperador constitucional e perpetuo defensor do Brazil. Rio de Janeiro, 1823, 46 pags. in-4º — Este projecto teve varias edições, não só no Rio de Janeiro, como em outros logares do Brazil, e nelle collaboraram com o Visconde da Cachoeira os conselheiros João Severiano Maciel da Costa, Joaquim Carneiro de Campos, Clemente Ferreira França, Francisco Villela Barbosa, João Gomes da Silveira Mendonça, Mariano José Pereira da Fonseca e José Egidio Alvares de Almeida. Esta é que foi a Constituição acceita e jurada. Houve, anterior a este, outro projecto de Constituição, que foi apresentado à assembléa constituinte e entrou em discussão. (Veja-se [[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva|Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva]].) O Visconde da Cachoeira escreveu:

Parecer sobre o Codigo penal militar - Não sei si foi impresso; só sei que foi apresentado ao governo.

Falla em nome do clero, nobreza e povo, recitada no acto da acclamação de D. João VI.

Manifesto dirigido por D. Pedro I ao povo, depois da dissolução da assembléa constituinte.

Memoria sobre os enterramentos nas igrejas - E’ em opposição a esse uso.

Providencias contra o excesso do preço dos fretes dos generos de exportação.

Estatutos para duas faculdades de direito do Imperio — São os primeiros estatutos para essa instituição - « E’ um dos trabalhos mais severos e mais substanciaes que tenho visto », diz o erudito Barão Homem de Mello nos seus escriptos historicos e litterarios, pag. 156.



Luiz José de Carvalho Mello e Mattos — Natural do Rio de Janeiro, nasceu a 23 de janeiro de 1839 e falleceu a 15 de julho de 1881. Era moço fidalgo com exercicio da casa imperial, bacharel em lettras pelo collegio de Pedro II, e bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo. Serviu em 1861 o cargo de secretario do governo da provincia, e depois o de promotor publico da côrte; foi