Página:Diccionario bio-bibliographico cearense - volume primeiro.djvu/45

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orphãos do Icó, requereo com o nome de Alexandre Francisco Sobreira, e assignou Alexandre Francisco Sobreira Verdeixa.

Em Novembro, porem, do mesmo anno, em outra audiência do juizo indicado, já requereo e assignou com a addição acima, de Verdeixa.

A substituição do Sobreira por Cerbelon parece ter sido logo após a ordenação de Alexandre.


Alexandre Raymundo Bezerra — Natural e morador no Crato quando rompeu o movimento republicano de 1817, pregado por Alencar.

Preso por Filgueiras e remettido ao governador Sampaio, foi levado para os carceres da Bahia, donde o fez sahir a annistia geral de 1821.

Egual destino tiveram Francisco Pereira da Maia Guimarães, João da Costa Bezerra, Antonio de Hollanda Cavalcante, Antonio Carneiro, Manoel da Costa e outros, tambem naturaes e então moradores no Crato.

Delles todos, como dos chefes do mallogrado movimento, se occupa com maiores ou menores detalhes o Padre Joaquim Dias Martins no seu livro Os Martyres Pernambucanos victimas da liberdade nas duas revoluções ensaiadas em Pernambuco.


Alexandre Rodrigues Barroso — Formado em Direito pela Faculdade de Recife em 1872. Era filho do Cap.m Alexandre José Rodrigues e nasceu a 2 de Março de 1847.

Em 1865, sendo estudante do 1.º anno da Faculdade de Pernambuco, prestou juramento como voluntário da Patria a 16 de Agosto e seguiu para a campanha do Paraguay, pertencendo ao 3.º corpo de voluntários. A 12 de Setembro foi promovido a alferes e a 12 de Novembro a tenente para a 3.ª companhia. Em 1866, a 1.º de Janeiro, embarcou em Montevideo e a 20 desembarcou em Corrientes. A 12 de Março, acampou em Talacorá e foi transferido para o 42.º corpo de voluntários. Tomou parte nos combates de 16, 17, 18 e 20

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