Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/103

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


DOM JOAO VI NO BRAZIL 66?

nos Ayres, n um apoio systematico do espirito provincial em rebelde desafio ao centralismo unitario.

A approximate de Artigas produzio todavia o resul- tado contrario da celebragao de um armisticio entre a ca pital das Provincias Unidas e os insurgentes de Santa Fe como preliminar da pacificagao geral, para tratar da qual se aguardavam os deputados que o caudilho se compromettera a mandar. A publicacao simultanea em Buenos Ayres da Constituigao das Provincias Unidas arredava de vez o pro- jecto de Garcia de sujeicao ao Brazil, e ate a politica de boa visinhanca cara a Pueyrredon recebia um duro golpe com a resignagao do director, a quem substituio Rondeau, nascido em Montevideo e f ilho de Francez ( I ) .

Contra Rondeau logo entrou a intrigar Sarratea, mesmo a meio dos preparatives de defeza contra a decan- tada expedigao de Cadiz. Entretanto, pelo fim do anno, de- vorado pelo ciume autonomista, o caudilho uruguayo termi- nava o simulacro das suas negociacoes de Sao Lourengo, se- questrando todas as mercadorias e propriedades de cidadaos de Buenos Ayres que se encontravam na margem oriental do Prata, e congregando na baixada de Santa Fe, por um no- tave] esforgo, dous mil e quatrocentos homens sob as ordens do seu immediato Ramirez, afim de recomegar a guerra con tra o governo das Provincias Unidas (2).

Desde 1818, comtudo, que Maler dava como critica a situagao de Artigas, a qual teria sido desesperada, segundo a opiniao do Correio Brazilicnse, si nao fosse a falta de

��(1) A mudanQa no alto pessoal governativo de Buenos Ayres fol communicada a Lecor por mensagelro especial, um teneiite-coronel de artilheria, e transmittida a Dom Joao VI em cartas que levou um aavio adrede despaohado para o Rio.

(2) Corresp. de Maler, no Arch, do .Min. dos Neg. Et. de

�� �