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716 DOM JOAO VI NO BRAZIL

dos seus respectivos definitives projectos de accordo, um ul timatum destinado a angariar-lhes mais ainda a benevolencia.

Declaravam-se ahi os representantes de Dom Joao VI invariavelmente decididos a nao desistirem jamais de parte alguma essencial das contidas no projecto inicial dos media- dores, formulado no anno anterior, com as modificacoes apenas a que o governo portuguez accedera para testemunhar ao da Hespanha seu espirito nimiamente conciliador. Espe- ravam com isto Palmella e Marialva que a conferencia dos rnediadores decidisse agir com vigor sobre a "versatilidade" do gabinete de Madrid, fazendo pressao com o fim de ser acceito o projecto portuguez, por aquelles lavrado. Pozzo di Borgo, porem, trabalhou no sentido das intrigas russas, sem- pre favoraveis a Fernando VII, e levou os collegas a con- vocarem nova conferencia dos plenipotenciarios interessados, a saber, o hespanhol e os portuguezes para, sob a inspiracao continuada dos representantes em Pariz das grandes poten- cias, se harmonizarem as differences notadas entre os dous projectos apresentados pelas partes adversas (i).

Nao sendo aos portuguezes licito mais do que defende- rem sua posigao e se radicarem em sua resolucao de se nao afastarem de um so ponto essencial do tratado cujo pro jecto tinham perfilhado, pareciam as cousas assim se enca- minhar para que se suspendessem por completo as negocia- goes entaboladas. Equivalia isto a verificar-se todo o objecti- vo da corte do Rio, que outro nao era senao deixar de con- cluir-se qualquer tratado com a Hespanha, ficando as tropas portuguezas de posse da margem oriental do Rio da Prata, sem que o pudessem levar a mal as potencias medianeiras,

��(1) Mago cit. das negociagoes Palmella^Marlalva, no Arch, do Mia. das Rel. Exi.

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