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ESPUMAS FLUCTUANTES


FATALIDADE


Adeus! adeus! ó meu extremo abriíro!
Adeus! eu digo-te a chorar de dor!
É o derradeiro suspirar das crenças
Que se despedem das visões do amor.

Pallido e triste, atravessei a vida,
Sempre orgulhoso, concentrado e só...
É que eu sentia que um fadário estranho
Meus sonhos todos reduzia a pó.

Mas tu vieste... e acreditei na vida...
Abri os braços... caminhei p′ra a luz...
E a borboleta da fatal chrysalida
Soltou as azas pelos céos azues.

O tronco morto refloriu de novo,
Ergueu-se vivo, perfumado em flor,
Abençoando a primavera amiíra...
Ai! primavera de meu santo amor!