Página:Flora pharmaceutica e alimentar portugueza.djvu/52

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Íf4 FLORA PHARMACEUTICA polida , lacinias ovadas , obtusas , patentes ; no topo do tubo hum cinto deprimido, interrom- pido. A fauce tapada com cinco escamas oblongas , de cor azul , obtusas-gibbosas no topo , anterior- mente barbudas , pelos brancos na margem d' huma e d'outra parte , inclinados sobre a fauce. Estames : filetes curtos , brancos , no topo do tu- bo. Antheras lineares-triangulares, fuscas , en- tre vacillantcs e levantadas, occuítas debaixo do nectario. Pistillo : germe sobreposto , partido em quatro lóbulos , obtuso , verde. Estylete cylindrico , esbranquiçado, mais curto que os estames. Es- tígjna quasi capitoso-obtuso , chanfrado. Habita em Caparica , nos montes calcareos dos arredores de Lisboa , de Coimbra , e outras partes da Extremadura e Beira. Floresce na primavera. Perenne. Raiz: cheiro nullo, sabor mucilaginoso. Folhas, cheiro nullo, sabor herbáceo, débil. Flores, inodoras, insípidas, quasi mucilaginosas. JV. B. Esta espécie he a Anchusa offichiã" lis , ou Buglossa verdadeira dos antigos Botânicos, e de muitos modernos, usada era Medicina , como tal , em todos os paizes meridionaes da Europa ; porém na opinião de Retz, seguida por muitos Botânicos Allemaes e Poiret , não he a Anchusa officinalis de Linneo, indígena do norte da Europa, a qual tem as es- camas da corolla quasi glabras , ou hum tanto cotanilhosas mas esta e outras notas , tiradas da sua pequena estatura e