Página:Flores do Mal (1924).pdf/123

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XL

Á minha Deusa


Os meus versos te dou para que se algum dia
Meu nome conquistar justa celebridade,
Despertando a atenção da triste humanidade,
— Como um barco á mercê de forte ventania,

Tua memória, egual ás fábulas famosas,
Fatigue o meu leitor como um sêco martelo,
E por um fraternal e misterioso élo
Fique como que presa ás rimas sonorosas;