Página:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf/26

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sa Magestade lhe parecer que pede a importancia d'este negocio, as quaes todas terão logar tanto que constar que alguem faz o sobredicto instrumento, ainda que não tenha usado d'elle, para que não fiquem frustradas as ditas penas, ausentando-se o que n'ellas tiver incorrido.

E. R. M.

A' petição da Bibliotheca da Universidade[1] acrescentou o copista a nota seguinte :

Desceu a consulta, concedeu-se-lhe o privilegio, e dizem tem comprado para a fabrica do tal instrumento aereo 24 arrobas de arames surtidos, isto é, grossos e delgados, e quantidade de papel ; com que teremos algum d'esses chamados papagaios. Dizem tambem que a primeira jornada que faz é a buscar tantos mil moios de trigo, que estará aqui brevemente etc.

D'onde se deprehende haver-se tirado esta copia no anno de 1709, na occasião em que Bartholomeu Lourenço requereu o privilegio.

Depois da copia impressa em 1774[2] vem o seguinte additamento :

Consultou-se no Desembargo do Paço a El-Rei com todos os votos ; e que o premio que pedia era mui limitado, e que se devia ampliar. Sahiu despachado com a resolução seguinte : Como parece á Meza ; e além das penas accrescento a de morte aos transgressores. E para com mais vontade se applicar ao novo instrumento, obrando o effeito, que relata, lhe faço mercê da primeira dignidade que vagar em as minhas collegiadas de Barcellos ou Santarem, e de lente de prima de mathemathica na minha Universidade de Coimbra com seis-

  1. Cod. n.° 677 da Bibliotheca da Universidade de Coimbra.
  2. Petição do Padre Bartholomeu Lourenço etc. Lisboa 1774.