Página:O Tronco do Ipê (Volume I).djvu/20

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


disse por desencargo de consciência uma das mucamas, que se deixou ficar bem tranquila.

— Ela não faz caso!... murmurou com indiferença o menino observando a corrida de Alice.

— Você bem viu, nhonhô Mário, quando sinhá recomendou que não corresse. Não foi? Depois... Ai! Eufrosina é que teve a culpa.

— Iaiá Adélia é que não gosta destas cousas, acudiu outra mucama. Lá de uma polca ou de um galope, no baile, isso sim; não é iaiá?

Adélia suspirou:

— Ah! O meu querido Rio de Janeiro!

— Ali é que se pode viver, tornou a mucama.

O pajem que vinha se requebrando com desejo de encartar sua palavrinha, disse:

— A última vez que estive lá com meu senhor barão, nos divertimos muito.

— Sai-te daqui, Martinho! Quem conta com moleque, disse a Eufrosina; e depois de infligir essa correção ao pajem, voltou-se para a colega, mucama de Adélia. Mas Felícia, isso de baile sempre, sempre, também cansa.

— A mim, não cansa, respondeu Adélia com uma voz cheia de melodias.