Página:Obras de Manoel Antonio Alvares de Azevedo v2.djvu/210

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Primeiro episódio

(Numa estalagem da estrada)

Macário (falando para fora): Olá, mulher da venda! Ponham-me na sala uma garrafa de vinho, façam-me a cama e mandem-me ceia: palavra de honra que estou com fome! Dêem alguma ponta de charuto ao burro que está suado como um frade bêbado! Sobretudo não esqueçam o vinho!

Uma voz: Há aguardente unicamente, mas boa.

Macário: Aguardente! Pensas que sou algum jornaleiro?... Andar seis léguas e sentir-se com a goela seca. Ó mulher maldita! Aposto que também não tens água?

A mulher: E pura, senhor! Corre ali embaixo uma fonte que é limpa como o vidro e fria como uma noite de geada. (Sai).