Página:Til (Volume III e IV).djvu/223

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Salvo os rr finais que ele engolia e os ll afogados em um hiato fanhoso, tudo o mais era produção do estro africano e da sua veia de improviso.

Uma grossa anca resvalara da fogueira com as embigadas e viera cair junto aos pés cambaios do negro, que saltando-lhe em cima com ímpetos de possesso, começou de moer as brasas com os calcanhares, berrando:


Monjolinho soca milho
Bem socado, pa-ta-pá!
O mamãe[1], que dê a gamela
Pra juntar este fubá!
Tuque, tuque, tuque, tuque,
Tuque, tuque, zuque, zuque.


De vez em quando o garrafão de cachaça corria a roda. Cada um depois de mil trejeitos

  1. 1. Mamãe: chamam os escravos da roça as pretas rancheiras que preparam a comida.