Página:Til (Volume III e IV).djvu/247

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que vomitava labaredas como a cratera de um vulcão, o fazendeiro compenetrou-se imediatamente da realidade.

— O que é? perguntou D. Ermelinda, que parara aterrada no meio do aposento.

— Fogo no canavial.

Atirada esta resposta à mulher, Luís Galvão saltou no terreiro e deitou a correr para as plantações, lançando aos brados aquelas mesmas palavras, como aviso aos feitores e gente da fazenda.

À exceção de alguns escravos fechados na senzala, a quem o clarão despertara, estavam os mais ferrados no sono profundo, que sucedera mui naturalmente ao cansaço dos folguedos de São João e às libações copiosas.

Assim, já Luís Galvão passara a tronqueira da roça que o administrador, ainda