Página:Til (Volume I e II).djvu/198

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um dos braços descarnados, insinuava ligeiramente a mão pela espádua, e fazia menção de matar uma pulga que imaginava ter presa entre o polegar e o indicador.

Havia algum tempo já que Berta parara à porta da cozinha, sem que a estranha criatura desse o menor sinal de a ter percebido.

— Zana! disse afinal a menina.

Estremeceu a negra, e pôs-se à escuta daquela voz, como se viesse de longe, de bem longe, e só mui de leve lhe ferisse as ouças. Não se repetindo o chamado, voltou à primeira posição, e continuou a resmonear, abanando a cabeça coberta de uma carapinha grisalha da cor de lã churra do carneiro.

Entretanto Berta aproximou-se de uma prateleira que havia na parede, junto