Página:Versos da mocidade (Vicente de Carvalho, 1912).djvu/71

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PRIMAVERA

Hoje, eu quiz escrutar o seio da floresta,
Sentir o coração da primavera arfar
Em cada arbusto em flor, em cada ninho em festa,
   No chão, nas frondes, no ar.

No céo completamente azul, rompêra o dia.
Que formoza manhã! Que alegre sol! A arajem
Era um perfume. O orvalho, em perolas, fuljia
   No tremor da folhagem.