Página:Yayá Garcia.djvu/226

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A esta palavra não havia que replicar; pareceu-lhe a condenação do pretendente. Apertou a mão que a moça lhe estendeu, e sentiu-a fria. Após uma curta pausa, abanou a cabeça, murmurando:

— Assim pois, nenhuma sombra de esperança...

— Faça o que entender, disse a moça no fim de outra pausa. Em todo o caso desejo ter a resposta que lhe der.

Jorge abriu a carteira, e tirou de lá o rascunho da carta que pretendia mandar a Procópio Dias.

— A resposta, disse ele, já está escrita. Não querendo matá-lo, pus aqui algumas gotas de esperança; não ousaria contudo mandar o remédio, sem ouvi-la.

Iaiá recebeu o papel dobrado, olhou um instante para ele, outro para Jorge. — Leia, disse este. Iaiá não obedeceu: pegou do lápis, e sobre a folha do papel dobrado começou a lançar os traços de um desenho. Posto que a luz batesse em cheio no papel, Jorge não pôde ver desde logo o que era; mas esperava, em frente da moça, que ela rematasse o capricho. Nessa ocasião Estela foi ter com eles.

— Já acabou a lição? perguntou.

— Agora é uma lição de desenho, ao que parece, disse Jorge.

Estela pôs a mão