Por serdes milhor servida

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Por serdes milhor servida
por Fernão da Silveira, coudel-mor
Poema publicado em 1516 no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.


Do coudel moor a hũa moça que lhe pedyo huns çocos e que fosse bom par de lavor.

Por serdes milhor servida,
poys a perna tendes grossa,
manday-me vos a medyda,
eu farey todo o que possa.

E logo começareys,
a medyr polo artelho,
e desy polo joelho,
e na coxa acabareys.
E tambem quant'ee comprida,
e o pee quanto ter possa,
me amostre sa medyda,
da perna galante vossa.