Poys minha triste ventura

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Poys minha triste ventura
por João de Meneses
Cantiga publicada em 1516 no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.


Poys minha triste ventura,
nem meu mal nam faz mudança;
quem me vyr ter esperança,
cuyde que e de mais tristura.

E poys vejo que em morrer
levaeys groria nom pequena,
antes nam quero vyver
que vyvedes vos em pena.
quero triste sepultura,
quero fym sem mais tardança,
poys nunca tyve esperança,
que nam fosse de trestura.