Soledad tenguo de ti

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Soledad tenguo de ti
por Anónimo
Vilancete renascentista castelhano, presente no Cancioneiro de Belém e Cancioneiro de Lisboa. O dramaturgo Gil Vicente fez referência à composição na "Tragicomédia de Dom Duardos" (1521-1525) e "Comédia sobre a Devisa da Cidade de Coimbra" (1527).


(Cancioneiro de Lisboa)
Soledad tenguo de ti
terra mia ado nasci.

Si murere sin ventura
sepulte(m)me em hũa piedra
por que non estranhe la tierra
el cuerpo em la sepultura.

Svba(m)me em hũa altura,
por que uea de ali,
la tierra donde nasçi.

(Cancioneiro de Belém)
Tierras mias ado nasci
Soledad tiengo de ti.

Si morire sin ventura
sepulte(m)me em mi(m) piedra
por q(ue) no estranhe la tierra
el cuerpo la sepultura

y pongamme e(m) altura
de las tierras do nasci.

(Tradução)
Saudade tenho de ti
Ó terras donde nasci!

Se morrer sem ventura
Sepultem-me em uma pedra
Por que não estranhe a terra
O corpo na sepultura.

Subam-me em uma altura,
Por que veja dali,
As terras donde nasci.