Sono pouco permanente

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Sono pouco permanente
por Manuel Botelho de Oliveira


Quando, Anarda, o sono brando
Quer suspender meus tormentos,
Condenando os sentimentos,
Os desvelos embargando;
Dura pouco, porque quando
Cuido que em belo arrebol
Estou vendo teu farol,
Foge o sono à cova fria;
Porque lhe amanhece o dia,
Porque lhe aparece o Sol.