Symphonias do occaso

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Symphonias do occaso
por Cruz e Sousa
Poema publicado em Broqueis (1893).
Obra com ortografia atualizada disponível em Sinfonias do acaso.




Musselinosas como brumas diurnas
Déscem do occaso as sombras harmoniosas,
Sombras veladas e musselinosas
Para as profundas solidões nocturnas.

Sacrarios virgens, sacrosantas urnas,
Os céos resplendem de sidéreas rosas,
Da Lua e das Estrellas magestosas
Illuminando a escuridão das furnas.


Ah! por estes symphonicos occasos
A terra exhala arômas de aureos vasos,
Incensos de thuribulos divinos.

Os plenilunios mórbidos vapóram....
E como que no Azul plangem e chóram
Cytharas, harpas, bandolins, violinos...