Terra donde me criei

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Terra donde me criei
por Anónimo
Vilancete renascentista presente no Cancioneiro de Lisboa.


(original)

Terra donde me criei
quem me apartou de ti
sempre triste ueuirei
lhora(n)do pois te perdi.

Mis dias sera(m) penados
sim auer quem los confuerte;
E mis plazeres tornados
em pœna i Ansia forte.
Tristis ero hasta la muerte,
pos q(ue) alongado de ti,
andarei mi triste suerte:

(tradução)

Terra donde me criei,
Quem me apartou de ti?
Sempre triste viverei,
Chorando, pois te perdi.

Meus dias serão penados
Sem haver quem os conforte,
E meus prazeres tornados
Em pena e ânsia forte.
Triste serei até à morte,
Pois que alongado de ti
Andarei minha triste sorte.