Volta ao país azul

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Volta ao país azul
por Luís Delfino
Publicada em Rosas Negras.


À mãe

Fugiu? — Espera: vamos ver. — Suporta
A dor: socega.. — Mas por onde iria?
Quem, para o firmamento, abriu-lhe a porta?
Quem foi? quem é? — Quem, pobre mãe, seria?

Tão branca estava!... mas não stava morta...
E quando inda cantava, e quando ria,
Súbita mão dos laços de oiro a corta;
Foge... e a estrela subiu... subiu... subiu...

Como está longe!... — Agora tu que esperas?
Nossas leivas são curtas e maninhas:
E que rosais tem ela nas esferas!...

Ó mãe, andam os sóis e as andorinhas
Atrás de azuis e atrás de primaveras,
E o eterno azul em flor no lar não tinhas...