Xe remirekó

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Xe remirekó
por Geraldo Lapenda
25 de dezembro de 1952


Aîkuab kuñataĩ:
iporang itybytaba,
ixybá, sobá, i'aba,
inambí, sesá, itĩ.

Iporang ijurú, sãîa,
sendybá, sembé-piranga
(osekýîbae xe anga
xe resá moesã-moesãîa).

Iporang îatukupé,
ijyké, sendybangá,
ijybá, ipó, îatûá,
îatiyba, ikama bé.

Iporang sygé, sumby,
îanagûyra, setymã,
ipytá, sendypyã,
iku'á, i'uba, ipy.

Iporangatú îakanga,
iporangatú seté,
pakatú seté sosé
iporangaté i'anga.

A'é xe remirekó;
Clementina sé-poranga;
pá i'anga opá xe'anga,
xe rekó opá sekó.

— x —
Clementín, oró aûsub
moraûsubeté pupé;
xe raûsub abé jepé;
tîaîoang-andú-andub.

Tradução[editar]

Conheço uma menina:
são belos suas sobrancelhas,
sua testa, seu rosto, seus cabelos,
suas orelhas, seus olhos, seu nariz.

São belos sua boca, seus dentes,
seu queixo, seus lábios vermelhos
(que atraem minha alma
ficando a alegrar meus olhos).


São belos suas costas,
seu lado, seus cotovelos,
seus braços, suas mãos, sua nuca,
seus ombros, seus seios também.


São belos seu ventre, seus quadris,
suas nádegas, suas pernas,
seus calcanhares, seus joelhos,
sua cintura, suas coxas, seus pés.

É bem bela sua cabeça,
é bem belo seu corpo,
acima de todo seu corpo
é belíssima sua alma.


Essa é minha esposa;
Clementina é seu belo nome;
toda sua alma é toda minha alma,
todo meu proceder é seu proceder.


— x —
Clementina, eu te amo
com amor verdadeiro;
ama-me também tu;
que fiquemos a sentir a alma um do outro.